©2017 por Noturna Filmes

O documentário conta com depoimentos do médico Carlos Augusto Monteiro, autor do Guia Alimentar do Brasileiro; dos professores Romero Ximenes, antropólogo e sociólogo da UFPA, Jefferson Bacelar, do Centro de Estudos Africanos da UFBA; Carlos Alberto Dória, autor de livro sobre a formação da culinária brasileira; da historiadora Carolina Figueira ; do agricultor orgânico Geraldo Rodrigues; da engenheira de alimentos da CEAGESP Anita Gutierrez; da jornalista Cláudia Visoni, fundadora da Horta das Corujas; e do chef de cozinha Alex Atala.

A produção ouve também importantes chefs de cozinha das três regiões visitadas que preparam um prato tradicional e falam de suas experiências com ingredientes nativos. O premiado paraense Leonardo Modesto, em Belém, exibe a preparação na puqueca de um peixe chamado filhote. A chef Angélica Moreira, do restaurante Ajeum da Diáspora, em Salvador, faz um efó, prato de origem africana. Já em Ouro Preto, no distrito de Santo Antônio do Salto, a cozinheira Heloísa Moutinho prepara um prato clássico da cozinha mineira com o umbigo de banana. Ainda na região, no distrito de São Bartolomeu, Pia Chaves Guerra faz uma iguaria chamada laranjada.

O documentário detém-se também sobre o desperdício em toda a cadeia de produção e comercialização dos alimentos. Essas perdas, muitas vezes, estão associadas aos problemas banais como a estética de produtos agrícolas, quando os mais feios são descartados porque estão fora do padrão de consumo. “Fala-se em 35% a 40% de perdas”, diz o engenheiro agrônomo e professor da Esalq/USP, Paulo César Tavares. “É impressionante o que se joga no lixo de alimentos que não têm nenhuma forma de aproveitamento.”

Na Central de Abastecimento de São Paulo (CEAGESP), 1% das 11 mil toneladas de alimentos comercializadas por dia são descartados. O fenômeno das hortas urbanas, que começam a proliferar em parques e áreas livres de grandes metrópoles, como São Paulo, e o consumo de plantas alimentícias não convencionais (PANCs) merecem destaque.


 

Os entrevistados são especialistas em alimentação